A abertura do evento trouxe um chamado claro à centralidade do armazenamento de energia na transição energética brasileira. A importância dessa tecnologia para a segurança do abastecimento foi destacada a partir da experiência de Bárbara Rubim, presidente eleita do Conselho Administrativo da ABSOLAR e CEO da Bright Strategies que relembrou sua trajetória profissional com sistemas off-grid em comunidades isoladas. Ao conectar esse histórico ao momento atual do setor elétrico, ela enfatizou que o armazenamento em larga escala se tornou indispensável para estruturar a segurança do sistema. Bárbara também expressou frustração com a ausência de um marco regulatório específico no Brasil — um tema debatido há anos sem avanços concretos — e reforçou a visão do armazenamento como o verdadeiro “canivete suíço” do setor elétrico.
Na sequência, Francisco Doehl Burmann, especialista em Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias da WEG, afirmou que o armazenamento em baterias é um caminho sem volta, capaz de trazer flexibilidade e maior confiabilidade não apenas para grandes projetos, mas também para o agronegócio, sistemas off-grid e distribuidoras. Embora reconheça os entraves regulatórios existentes, Francisco demonstrou otimismo ao afirmar que a regulamentação adequada é apenas uma questão de tempo.
Ao ampliar a análise para o desenvolvimento de mercado, Sergio Jacobsen, vice-presidente eleito de Armazenamento da ABSOLAR e CEO da Micropower, traçou paralelos diretos entre o estágio atual do armazenamento e os primeiros anos da expansão da energia solar no Brasil, há 10 ou 15 anos. Ele destacou os desafios complexos enfrentados hoje pelo setor elétrico, como os cortes de geração (curtailment) nas usinas solares, a lentidão regulatória, as discussões tarifárias e o polêmico leilão de reserva de capacidade, que priorizou a contratação de usinas térmicas fósseis depreciadas. Nesse contexto, Sérgio enfatizou que o armazenamento representa a solução estrutural para o excesso de geração renovável, observou que o mercado já avança de forma descentralizada e assumiu o compromisso de tornar o setor de armazenamento tão robusto quanto o solar se tornou.
Do ponto de vista do financiamento e das políticas públicas, o tema também ganhou destaque. Alexandre Siciliano Esposito, chefe de departamento da Área de Transição Energética e Clima do BNDES, afirmou que o armazenamento de energia é hoje um foco prioritário para o banco. Ele destacou a convicção de que essa tecnologia será um dos principais vetores de eficiência não apenas para o setor elétrico, mas para toda a economia brasileira, ao aumentar a produtividade da geração, impactar positivamente o preço final ao consumidor e impulsionar a criação de empregos e renda de maior valor agregado.
Yvete Leite, Presidente da ABRADEMP, destacou a importância da distribuição para o desenvolvimento socioeconômico e mencionou os robustos investimentos e a geração de milhares de empregos especializados previstos pelo segmento até 2029. Yvete descreveu o armazenamento de energia como a “materialização do futuro”, sendo uma infraestrutura estratégica, multifuncional e potencialmente estabilizadora de rede que deve favorecer a incorporação segura das energias renováveis com foco no consumidor.
A importância do armazenamento também foi analisada a partir da realidade do estado de São Paulo. Martha Coelho, superintendente de Projetos da InvestSP, destacou que, em um sistema elétrico já composto por cerca de 90% de fontes renováveis, a tecnologia é crucial para garantir a resiliência e a confiabilidade do abastecimento estadual. Esse papel torna-se ainda mais relevante frente ao crescimento da demanda provocado pela expansão industrial e pela chegada de novos data centers. Martha colocou a InvestSP e o governo do estado à disposição para colaborar na melhoria do ambiente regulatório e destacou que São Paulo possui uma carteira de 37 projetos voltados à transição energética, que somam quase R$ 38 bilhões em potencial de investimentos.
Michele Trindade, Assessora de relações institucionais do núcleo de infraestrutura, meio ambiente e energia da Confederação Nacional do Comércio -CNC, apontou a importância de enxergar a energia não apenas como um insumo, mas como a condição básica para que o comércio, os serviços e o turismo possam operar e inovar. Michele reafirmou o compromisso da CNC, que representa dezenas de federações estaduais e nacionais, de continuar engrossando o apoio técnico e institucional para superar as barreiras regulatórias e tributárias do armazenamento.
Finalizando a cerimônia de abertura, Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, também falou sobre a sensação de “déjà vu” ao comparar a fase inicial do armazenamento com o trabalho educativo feito para a energia solar há 13 anos. Ele destacou que o armazenamento trará flexibilidade a todo o sistema, ajudando a resolver as dores do corte de geração (curtailment), melhorando a adequação temporal das usinas e protegendo consumidores contra apagões. Rodrigo também alertou para as armadilhas na Lei 15.269/2025, como o rateio injusto de custos da capacidade contratada pelos geradores e exigências exclusivas à fonte solar no âmbito do REIDI, e apresentou as metas da associação para alavancar o setor de armazenamento de energia, através do leilão de reserva de capacidade (LRCAP), incentivos fiscais e expansão do financiamento com debêntures incentivadas.
A moderação do painel ficou a cargo de Vinicius Suppion, Especialista Técnico Regulatório da ABSOLAR, que deu as boas-vindas aos participantes e contextualizou os principais objetivos da discussão. Em sua fala inicial, ele apresentou o foco do painel nas expectativas para o mercado de armazenamento de energia nos próximos anos, abrangendo temas como desenvolvimento do setor, financiamento, implementação de projetos e evolução regulatória.
Vinicius Nunes, 1° Head of Latin America da BLOOMBERG, trouxe o cenário global e os recordes de investimento em transição energética e tecnologias de armazenamento. Ele destacou a forte queda no preço das baterias, que já as torna uma tecnologia competitiva, e apontou que os cortes de geração de energia (curtailment) no Brasil, que devem encostar em 20% em 2025, são o maior motivador para a adoção de baterias no país. Ele também estimou que a tecnologia já seria viável no Brasil em um leilão de reserva de capacidade com valores entre 800 mil e 1 milhão de reais por MW.ano.
As alternativas de financiamento para projetos de armazenamento foram detalhadas por Alexandre Siciliano Esposito, Chefe de departamento da Área de Transição Energética e Clima do BNDES. Em sua apresentação, ele reforçou o papel pioneiro do banco no apoio às energias renováveis e destacou o Fundo Clima como a principal ferramenta para acelerar a transição energética. Alexandre explicou que o mecanismo oferece taxas de juros nominais bastante competitivas, entre 6,5% e 8,5% ao ano, além de prazos de financiamento de até 16 anos, incluindo período de carência. Também ressaltou a importância do credenciamento das soluções de baterias no portal do BNDES como etapa essencial para a liberação do crédito.
A discussão técnica avançou para as oportunidades de retrofit em usinas solares existentes. João Vitor Tolini da Costa, Especialista de Produtos PV & BESS Latam da Sungrow, explicou que a queda nos preços das baterias tem tornado a hibridização de sistemas solares um investimento cada vez mais atrativo. Segundo ele, a adição de armazenamento permite uma gestão mais eficiente da energia consumida e amplia a autonomia dos clientes, funcionando como proteção frente ao elevado número de falhas na rede elétrica brasileira — que contabilizou cerca de 8,4 milhões de interrupções apenas no último ano.
As aplicações práticas do armazenamento “atrás do medidor” também ganharam destaque ao longo do painel. Sergio Jacobsen, CEO da Micropower, apresentou como as baterias podem gerar múltiplas fontes de valor por meio do empilhamento de receitas. Como exemplo, detalhou um projeto de 10 MWh desenvolvido para a Vale no porto de Mangaratiba, no qual a combinação de baterias com um software de controle inteligente permitiu reduzir significativamente a demanda contratada no horário de ponta, corrigir fatores de potência e contribuir para a estabilização da rede da concessionária local.
O debate sobre armazenamento em larga escala foi complementado por uma abordagem logística detalhada. Mariana Goudel, Sales Manager da Trina Solar, explicou a complexidade envolvida desde a saída dos equipamentos das fábricas na China até o comissionamento dos sistemas de baterias no Brasil. Ela destacou que as baterias são classificadas como carga perigosa (classe 9) e podem atingir até 48 toneladas, o que exige cuidados rigorosos, como a proibição de empilhamento de contêineres em navios, transporte rodoviário especial e controle contínuo de temperatura ao longo de todo o percurso, a fim de evitar riscos de incêndio, danos aos equipamentos ou degradação acelerada das células.
No momento de perguntas e respostas, Alexandre Esposito, do BNDES, foi questionado se o BNDES concederia 16 anos de prazo de financiamento pelo Fundo Clima caso os contratos do Leilão de Reserva de Capacidade sejam de apenas 10 anos. Ele respondeu que a regra geral é limitar o prazo do financiamento ao prazo do contrato (PPA). Embora o BNDES já consiga alongar os prazos para fontes de geração consolidadas no Mercado Livre, o armazenamento ainda não possui “referências de receita” de longo prazo claras que permitam ao banco assumir esse risco além dos 10 anos. No entanto, Alexandre ressaltou que a intenção é construir essa flexibilidade à medida que o mercado de baterias ganhar maturidade.
O painel teve início com uma contextualização sobre a trajetória do armazenamento de energia no Brasil. A abordagem foi conduzida por Mariana Galhardo, Vice-Presidente do GT Armazenamento da ABSOLAR e sócia da G2A Consultores, que relembrou que os primeiros projetos de P&D no país surgiram em 2016, com foco em microrredes. Ao avançar no histórico do setor, Mariana destacou as discussões mais recentes sobre a inclusão da tecnologia no Leilão de Reserva de Capacidade, especialmente os debates em torno do prazo contratual — entre 10 e 15 anos — e os progressos relacionados à criação da figura do agente armazenador. Segundo ela, a regulamentação desse agente vem sendo estruturada para garantir segurança jurídica e fontes de receita adequadas aos projetos.
Thaís Pacheco Teixeira, Consultora Técnica da EPE, falou sobre a visão de longo prazo para o sistema elétrico nacional, apresentando diretrizes de estudos como o PDE 2035 e o PNE 2055, que indicam a expansão acelerada de fontes renováveis e a redução percentual das hidrelétricas. Ela explicou a importância de serviços como potência e flexibilidade, além de detalhar as metodologias locacionais em discussão para o primeiro leilão de reserva de capacidade com armazenamento centralizado, visando bonificar a instalação de baterias em pontos da rede que tragam o maior benefício sistêmico.
Ao ampliar a análise para o contexto internacional, Jovanio Santos, Diretor de Strategy & Transactions da Deloitte, apresentou as principais tendências globais do setor elétrico. Ele destacou o aumento da demanda por serviços de flexibilidade tanto no curto quanto no longo prazo, como resposta ao crescimento das fontes renováveis intermitentes. Jovanio explicou o papel de tecnologias mais avançadas de armazenamento, como usinas reversíveis e sistemas de baterias, e alertou para a necessidade urgente de o Brasil evoluir no desenho regulatório e na arquitetura de mercado para viabilizar a remuneração adequada dos serviços ancilares, destravando investimentos no setor.
A perspectiva do segmento de distribuição foi trazida a partir de uma experiência prática compartilhada por José Raimundo Teodoro Júnior, Engenheiro Eletrônico da Sulgipe – ABRADEMP. Ele apresentou um estudo de caso da instalação de um sistema de baterias (BESS) de 1 MW em uma distribuidora de energia no Paraná. De acordo com José Raimundo, a bateria possibilitou o nivelamento do pico de demanda, permitindo à distribuidora postergar investimentos de grande porte em subestações e linhas de transmissão. Além disso, o sistema trouxe benefícios adicionais, como resposta ultrarrápida a variações da rede e redução de perdas, apesar dos desafios iniciais relacionados ao enquadramento regulatório do equipamento.
Renato Ribeiro, Gerente de Planejamento da Expansão e Estudos na ISA – ENERGIA BRASIL, trouxe os gargalos operacionais agravados pela entrada massiva de geração solar, exemplificando o fenômeno com a “curva do pato”, onde o sistema precisa de rampas acentuadas de potência no fim do dia. Ele defendeu a utilização imediata de baterias para conferir flexibilidade ao sistema, citando exemplos de estabilização de contingências (como o projeto instalado em Registro) e apontando para um futuro no qual redes de baterias atuarão como “linhas virtuais” de transmissão para aproveitar o excesso de geração renovável, especialmente no Nordeste.
A discussão sobre o papel das transmissoras foi aprofundada com a contribuição de Talita Porto, Presidente Executiva da ABRATE. Ela defendeu a utilização de baterias pelas empresas de transmissão, destacando que esses sistemas devem ser compreendidos não como simples geradores de energia, mas como ativos de “infraestrutura sistêmica” essenciais. Talita argumentou que as tecnologias já estão maduras para aliviar congestionamentos da rede, reduzir o despacho térmico e melhorar o perfil de tensão. Segundo ela, a legislação brasileira não impede o uso de baterias pelas transmissoras, sendo necessários apenas ajustes regulatórios para que esses serviços sistêmicos sejam corretamente reconhecidos e remunerados.
No momento de perguntas e respostas, o painel promoveu debates relevantes sobre a inserção do armazenamento de energia no Brasil, com destaque para o prazo dos contratos no Leilão de Reserva de Capacidade, discutido a partir da possibilidade de extensão de 10 para 15 anos. Thaís Pacheco Teixeira, Consultora Técnica da EPE, esclareceu que a diretriz atual prevê 10 anos de contratação no LRCAP com baterias, mas que as contribuições da consulta pública estão em análise, assim como o prazo de depreciação regulatória dos equipamentos, estimado entre 13 e 16 anos. A EPE reforçou que a inserção das baterias no leilão não é uma solução pontual, mas parte de um desenho estruturado para incorporar tecnologias mais avançadas ao sistema, destacando ainda que, apesar de seu papel relevante, as baterias não substituem a transmissão física, atuando de forma complementar na segurança energética.
O painel teve início com uma reflexão sobre a crescente complexidade do setor elétrico brasileiro e os desafios impostos pela rápida expansão das fontes renováveis. Nesse contexto, Marília Rabassa, sócia da CELA, atuando como mediadora, destacou que a transformação em curso exige novas soluções para garantir flexibilidade e o equilíbrio do sistema em tempo real. Segundo ela, o armazenamento de energia deve ser compreendido como um elemento estruturante do sistema elétrico, e não apenas complementar. Marília também criticou os resultados recentes dos leilões de capacidade, que culminaram na contratação de usinas termelétricas caras e poluidoras, ressaltando que os sistemas de baterias poderiam ter oferecido uma alternativa mais eficiente e limpa no longo prazo.
Na sequência, foram apresentados os estudos conduzidos pela Ricardo Simabuku, diretor de Gestão de Mercado da CCEE, que evidenciaram os impactos positivos da inserção de sistemas de armazenamento, especialmente no Nordeste. Ele demonstrou, com base em dados históricos, como as fortes oscilações da geração renovável — exemplificadas pela chamada “curva do pato” — levaram o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) ao teto de R$ 700 no início da noite. De acordo com Simabuku, uma instalação hipotética de 7 GW de baterias na região teria potencial para reduzir os preços no horário de pico, evitar cortes de geração (curtailment), ampliar a exportação de energia do Nordeste e reduzir significativamente a necessidade de despacho de usinas termelétricas, gerando economia de milhões de reais.
Janaina Rinaldi, gerente executiva de Solar do Banco BV, falou sobre o papel do banco na estruturação de financiamentos, focando na faixa de projetos (abaixo de 20 milhões) que muitas vezes não são plenamente atendidos por bancos de desenvolvimento como o BNDES. Ela chamou a atenção para o cenário macroeconômico global, as vulnerabilidades das importações de matérias-primas da China e a necessidade de criar modelos de negócios que levem previsibilidade de custos ao consumidor final. Janaina também destacou que o banco avalia riscos cruciais na hora de financiar, como a capacidade de execução das instalações, o risco da tecnologia se tornar obsoleta rapidamente e a pulverização de novos fornecedores entrando no mercado.
A discussão técnica foi aprofundada com a participação de Francisco Doehl Burmann, especialista em Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias da WEG, que ressaltou a importância de enxergar o armazenamento não apenas como um complemento à geração, mas como um otimizador fundamental de um sistema elétrico eficiente e flexível. Ele destacou que o Brasil já conta com mais de 800 MWh de baterias instaladas em diversas aplicações e enfatizou a capacidade da WEG de fornecer soluções com conteúdo local, facilitando o acesso a financiamentos. Francisco também anunciou a implantação de uma nova fábrica dedicada a baterias, que será a maior do país, e contrastou os modelos tradicionais de aquisição do ativo com os modelos “As a Service”, nos quais o cliente paga pela performance da solução, transferindo riscos operacionais e de obsolescência ao fornecedor.
Olivia Del Puppo, coordenadora de Regulação e Gestão de Energia da Green Yellow, falou sobre a viabilização prática de projetos de armazenamento através de um modelo de negócios onde a empresa atua como investidora 100% dos ativos (zero Capex para o cliente). Ela demonstrou a aplicabilidade das baterias apresentando diversos casos reais, como um projeto de backup que garantiu R$ 2,3 milhões de economia anual ao resolver falhas de qualidade de energia; um sistema em Goiás que mitigou R$ 745 mil mensais em perdas de produção por queda de energia; e um projeto para o agronegócio que, através da hibridização solar e baterias, reduziu o uso de geradores a diesel e gerou economias imediatas.
A análise econômica dos projetos em maior escala foi apresentada por Eduardo Tobias, sócio-diretor da Watt Capital, que explicou os principais fatores que influenciam a viabilidade e a bancabilidade de sistemas de baterias em usinas centralizadas. Ele destacou que, devido ao peso elevado do Capex — incluindo investimentos iniciais e custos de conexão —, é fundamental otimizar o desenho dos projetos, acessar incentivos e garantir contratos de longo prazo, como aqueles com duração de 15 anos, para obter melhores condições de financiamento e reduzir o custo da energia nos leilões. Tobias também ressaltou a importância de “empilhar” diferentes fontes de receita no fluxo de caixa, como a mitigação de riscos de modulação financeira e dos cortes de geração (curtailment) enfrentados por usinas renováveis, para viabilizar economicamente os investimentos em baterias.
No momento de perguntas e respostas, a principal questão foi direcionada a Ricardo Simabuku, da CCEE, sobre os leilões de capacidade, questionando por que o processo ainda enfrenta resistências ou adiamentos, mesmo diante do consenso sobre sua importância para o sistema elétrico. Em resposta, Ricardo destacou que a CCEE atua como suporte técnico, operacionalizando os leilões regulados e mantendo diálogo constante com o Ministério de Minas e Energia e a ANEEL, com foco em contribuir para o entendimento dos aspectos sistêmicos e para a efetividade da política pública. Além disso, ressaltou que, apesar das indefinições, a Câmara está plenamente preparada para executar o leilão assim que as diretrizes forem estabelecidas pelos órgãos competentes.